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1) Sabedoria: é
o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o
projeto de Deus, quem acredita na libertação e quem está interessado na opressão.
A sabedoria é dada especialmente aos pobres (Mt 11, 25) e àqueles que são
solidários a eles. Não tem nada a ver com cultura. Por este Dom buscamos, não as vantagens deste
mundo, mas o Bem Supremo da Vida, que nos enche o coração de paz e nos faz felizes.
Diz o Senhor: "Feliz o homem que encontrou a sabedoria... Ela é mais
valiosa do que ás pérolas" (Cf. Pv 3,13-15). A Sabedoria que vem do
Espírito Santo "é um reflexo da luz eterna" (Cf Sb 7,26). 3)
Conselho: é o dom de saber discernir
caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança da
comunidade. Só assim orientamos bem a nossa vida e a de quem pede um conselho. 4) Fortaleza: é
o dom de resistir às seduções da sociedade capitalista, de ser coerente com o
Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. É
esse o Dom que faltou para o Apóstolo São Pedro quando negou o Mestre, e que
lhe foi dado depois pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes. São Paulo
confiava no Dom da Fortaleza. Ele disse: "Se Deus está conosco, quem será
contra nós?" (Rm 8,31). 5) Ciência: é o dom de saber interpretar
a Palavra de Deus, de explicar o Evangelho e a doutrina da Igreja, de fazer
avançar a teologia, de traduzir em palavras o que se vive na prática. Por este
Dom o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós,
pois "os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito
Santo" ( Cor 2,10-15). 6) Piedade: é
o dom de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando agir como Jesus agiria
e identificando no próximo o rosto do Cristo. É o Dom pelo qual o Espírito
Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o "amor
do Pai e do Filho", o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus.
"O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e
alegria no Espírito Santo" (Rm 14,17). 7) Temor: é
o dom da prudência e da humildade, de saber reconhecer os próprios limites, de
não pedir ou esperar de Deus que ele faça a nossa vontade. Não quer dizer
"medo de Deus", mas medo de ofender a Deus. Sendo Ele o nosso melhor
amigo, temos o receio de não lhe estarmos retribuindo o amor que lhe é devido.
Mais do que temor, é respeito e estima por Deus.
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